Ele pagava uma vez e meia o mercado. E perdeu a fé.
“Eu pago 1.5 vezes o salario do mercado, pago além da alimentação, 700 de V.A, doi transporte fretado, pago bônus de produtividade, inventei um bônus de tempo de casa... e mesmo assim tenho rotatividade. (...) não tenho fé nas pessoas mais.”
Perguntaram num fórum o que mais impede o negócio de funcionar sem o dono. A resposta mais votada foi mão de obra confiável.
Concordo. E não é força de expressão.
O cara aí de cima pagou acima do mercado, pagou vale, pagou fretado, inventou bônus. Continuou perdendo gente. Quem já passou por isso não precisa de gráfico pra saber que é verdade.
Só que a discussão de culpa não escreve ficha nenhuma
Vamos supor que você contrate bem amanhã. A pessoa certa, no preço certo, com vontade. Aí alguém tem que dizer pra ela o que ela decide sozinha. E o que ela não decide. E o que ela nunca faz.
Hoje isso não está escrito em lugar nenhum.
Mora na sua cabeça, e sai de lá em pedaço, quando alguém pergunta. É por isso que o quadro parece fraco. Não é falta de gente boa. É que ninguém consegue ler o que você sabe.
O trabalho é o mesmo nas duas contas
Se você contratar uma pessoa, precisa escrever isso. Se você puser um agente de IA, precisa escrever a mesma coisa. Muda quem senta na cadeira. Não muda o que precisa estar escrito antes.
A diferença é o custo de descobrir que errou. Errar com gente custa rescisão e três meses. Errar com uma ficha custa reescrever a ficha.
Uma pergunta pra levar pro fim do dia
Pega a última pessoa que saiu da sua empresa. O que ela sabia que ninguém mais sabe hoje?
Se você conseguir responder, ainda dá pra escrever.