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2 min · publicado em 24/08/2026

Somos eu, minha mulher e um menino no balcão. Quantas cadeiras é isso?

Quando eu falo em desenhar as áreas da empresa, a resposta mais comum é essa. Somos três. Quadro pra quê.

Você tem razão de achar estranho.

Quadro virou sinônimo de empresa grande com sala de reunião e organograma na parede. Se eu te mostrasse um manual de gestão de trezentas páginas pra um negócio de três pessoas, você fecharia a aba. E faria bem.

Só que o quadro não conta gente

Ele conta função. E as funções existem no seu negócio hoje, com três pessoas ou com trinta.

  • Alguém decide o preço.
  • Alguém compra e olha o estoque.
  • Alguém responde quem chega perguntando.
  • Alguém cobra quem não pagou.
  • Alguém resolve quando o pedido sai errado.

Se todas essas são você, o negócio não tem três cadeiras. Tem treze, e uma pessoa sentada em quase todas.

A parte contraintuitiva

Quanto menor o negócio, mais rápido o desenho fica pronto. Não é consolo. É aritmética: menos gente, menos combinado tácito pra desenterrar.

Empresa de trinta pessoas leva meses pra escrever quem faz o quê, porque metade do que está escrito já não é mais verdade. A sua você desenha numa tarde.

O extremo oposto, pra você ver a régua

treze áreas, mais de cem posições, mais da metade vazia

(o organograma da minha própria empresa, medido em 19/08/2026)

Cadeira vazia aqui fica escrita como vazia, com o motivo do lado. Não é bonito. É o que permite saber qual preencher primeiro.

O que fazer hoje, se você tem cinco minutos

Pega um papel. Escreve as coisas que aconteceram no negócio esta semana. Não quem fez: o que foi feito.

Depois circula as que só acontecem se você estiver lá. Aquilo é o seu quadro, e ele já existia antes de você desenhar.