O campo da ficha que quase ninguém escreve
A pergunta chega sempre no mesmo ponto da conversa. E se a máquina mandar besteira pro meu cliente e eu só descobrir depois.
Se você não tivesse esse medo, eu é que ficaria preocupado. Quem entrega com o próprio nome no negócio precisa ter.
A ficha tem quatro campos, e o quarto é o que segura
- O que essa cadeira faz.
- O que ela decide sozinha.
- O que ela não decide.
- O que ela nunca faz.
Os três primeiros todo mundo escreve, porque são o serviço. O quarto quase ninguém escreve, porque parece perda de tempo listar o que não vai acontecer.
É o único que trabalha quando dá errado.
Um exemplo do tamanho do seu negócio
Cadeira: responder quem pergunta preço no zap. O que ela decide: qual tabela usar, como explicar o prazo. O que ela não decide: desconto.
O que ela nunca faz: prometer data de entrega, falar de pedido que deu problema, responder cliente que já reclamou. Nesses três, ela para e te chama.
Repare que o campo quatro não é sobre a máquina ser burra. É sobre onde o custo de errar é alto demais pra valer a economia.
E tem uma disciplina em cima disso
Eu escrevi ela porque errei antes. Antes de virar veredito, todo resultado passa por um controle que precisa falhar. Se o alarme não toca quando devia tocar, o resultado não vale.
Parece exagero até o dia em que o vigia acusa uma coisa que você teria descoberto pelo cliente.
O que dá pra fazer hoje
Pega uma tarefa que você pensou em automatizar. Escreve só o campo quatro: o que isso nunca pode fazer sozinho.
Se a lista ficar grande demais, você acabou de descobrir que essa não é a primeira a sair da sua mão. É informação boa, e custou três linhas.